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1 - Avaliação Somativa

Marcelo Minholi

1.1 - Introdução

A Avaliação Somativa tem como objetivo dar uma visão geral, de maneira concentrada, dos resultados obtidos no processo de ensino e aprendizagem. Com a sua aplicação busca-se traduzir o quão distante o avaliado ficou de atingir uma meta estipulada inicialmente. Esse tipo de avaliação deve ser aplicado em momentos específicos ao longo de um curso, como por exemplo, no final de um período ou ano letivo.

1.2 - Enfoques

Ao contrário do que pode parecer, a avaliação somativa não se restringe apenas à ótica tradicionalista e pode ser utilizada como instrumento de avaliação sob diversos enfoques, sendo eles:

  • Tradicional: Utilização de verificações de curto prazo e prazo mais longo; punição (reprovação, notas baixas) e reforço positivo (aprovação, bons conceitos).
  • Tecnicista: Avaliação de comportamentos observáveis e mensuráveis; controle de comportamento face a objetivos pré-estabelecidos.
  • Libertador: Verificação direta da aprendizagem é desnecessária; avaliação da prática vivenciada entre educador/educando; auto-avaliação em termos de compromisso assumido com a prática social.
  • Progressista: A avaliação é realizada a qualquer momento, pois sua preocupação é diagnosticar falhas; observação do desempenho; valorização de outros instrumentos que não a "prova".

1.3 - Critérios para Elaboração

As boas práticas de avaliação recomendam que sejam elaborados instrumentos de avaliação que sigam certos critérios, sendo que dentre os principais estão:

  • Validade: mede o que se propõe a medir e permite generalizações apropriadas sobre as habilidades dos estudantes;
  • Consistência: requer que os professores definam claramente o que esperam da avaliação, independentemente da matéria ou do aluno;
  • Coerência: apresenta conexão com os objetivos educacionais e a realidade do aluno;
  • Abrangência: envolve todo o conhecimento e habilidades necessários ao conteúdo explorado;
  • Clareza: deixa claro o que é esperado do estudante; não confunde nem induz respostas;
  • Equidade: deve contemplar igualmente todos os estudantes, levando em conta as características e valores de sua comunidade.

1.4 - Escopo de Avaliação

O principal desafio de confeccionar uma avaliação somativa é definir o seu escopo, ou seja, saber o que deve ser avaliado para que se tenha uma visão completa do processo cognitivo e do seu impacto junto aos estudantes. Uma classificação muito útil, que pode ser tomada como parâmetro para elaboração desse tipo de avaliação é conhecida como Taxonomia de Bloom, onde Benjamin Bloom e seus colaboradores criaram uma divisão dos objetivos educacionais em 3 partes, sendo elas:

  • Cognitiva: objetivos que enfatizam a memorização ou reprodução de algo que foi aprendido, ou que envolvem a resolução de alguma atividade intelectual para a qual o indivíduo tem que determinar o problema essencial, então reorganizar o material ou combinar ideiais, métodos ou procedimentos previamente aprendidos;
  • Afetiva: objetivos que enfatizam o sentimento, emoção ou grau de aceitação ou rejeição. Tais objetivos são expressos como interesses, atitudes ou valores; e
  • Psicomotora: objetivos que enfatizam alguma habilidade muscular ou motora.

Dentre os três domínios o cognitivo é o que costuma ser utilizado mais freqüentemente e, segundo Bloom, encontra-se divido em seis níveis, sendo eles:

  • Conhecimento: processos que requerem que o estudante reproduza com exatidão uma informação que lhe tenha sido dada, seja ela uma data, um relato, um procedimento, uma fórmula ou uma teoria;
  • Compreensão: requer elaboração (modificação) de um dado ou informação original. O estudante deverá ser capaz de usar uma informação original e ampliá-la, reduzí-la, representá-la de outra forma ou prever consequências resultantes da informação original;
  • Aplicação: reune processos nos quais o estudante transporta uma informação genérica para uma situação nova e específica;
  • Análise: caracterizam-se por separar uma informação em elementos componentes e estabelecer relações entre eles;
  • Síntese: representa os processos nos quais o estudante reune elementos de informação para compor algo novo que terá, necessariamente, traços individuais distintivos; e
  • Avaliação: representa os processos cognitivos mais complexos. Consiste em confrontar um dado, uma informação, uma teoria, um produto, etc., com um critério ou conjunto de critérios, que podem ser internos ao próprio objeto de avaliação, ou externos a ele.

Levando em consideração essa classificação é possível criar avaliações somativas que possibilitem uma visão abrangente do aprendizado, melhorando a aquidade da avaliação em si. Mas atenção! Nada substitui a técnica universal do bom senso, ou seja, mesmo que sejam seguidos critérios é preciso que o avaliador/professor tenha a sensibilidade necessária para considerar as diferenças entre os perfis de cada um de seus alunos, não havendo portando uma fórmula mágica, imutável, que permita avaliar qualquer grupo de alunos sem a interação direta do professor munido das informações extraídas por ele durante o processo de aprendizagem, sejam essas informações provenientes de outros instrumentos e avaliações ou não.

Mais informações sobre a Taxonomia de Bloom podem ser obtidas na fonte de onde retirei essas informações ou na página sobre o assunto na Wikipédia.

1.5 - Avaliação Somativa em Ambientes Virtuais de Aprendizagem

Praticamente todos os ambientes virtuais de aprendizagem apresentam alguma ferramenta que possibilita a aplicação de avaliações somativas. No caso do Moodle, um dos ambientes de aprendizagem mais utilizados, a ferramenta "Questionário" pode ser utilizada para esse fim com uma grande variedade de opções e possibilidades que auxiliam tanto o aluno quanto o professor. Os questionários podem ser construídos mediante utilização de vários formatos de questões, podendo ir desde as tradicionais questões de múltipla escolha até questões abertas, passando por somatórias, associativas e a grande maioria de exercícios já conhecidos das práticas de avaliação somativa do ensino presencial.

Outros ambientes, de maneira semelhante, oferecem recursos muito próximos aos disponíveis no Moodle, os quais podem ser visualizados neste endereço. Há também a possibilidade de importação de questionários elaborados por ferramentas como o HotPotatoes, que permitem a elaboração de questionários para utilização em formato impresso e interativo.

Uma outra possibilidade, também bastante interessante, oferecida pelos ambientes virtuais de aprendiazagem no que diz respeito ao uso de avaliações somativas, é a construção de bancos de questões que podem ser re-aproveitadas entre os diversos cursos e ambientes oferecidos em um determinado portal. No caso do Moodle, além desse recurso também há a possibilidade de mesclar respostas, o que dificulta a fraude, além de temporizadores, que permitem o controle sobre o tempo disponível ao aluno para realização de uma "prova" e também o acompanhamento dos resultados obtidos de maneira tabular ou gráfica, a importação dos resultados para formatos manipuláveis (planilhas) e a geração de estatísticas que permitem um melhor entendimento sobre os resultados obtidos por um indivíduo ou grupo.

1.6 - A Importância da Avaliação Somativa

A avaliação somativa, que pode ser considerada como uma das marcas registradas do tradicional "instrucionismo" do qual a educação a distância e as modernas técnicas de ensino buscam fugir, mas, apesar de toda a estigmatização com a qual é tratada, ela não deixa de ser um importante instrumento de avaliação, que certamente tem seu lugar garantido em qualquer projeto de ensino de cursos em quaisquer níveis. A aplicação de avaliações somativas garante um retorno muito eficaz (na maioria das vezes) ao docente sobre os resultados obtidos ao término e/ou durante um curso, entretanto, se utilizada sem nenhum outro tipo de acompanhamento, pode se constituir como vilão nos processos de ensino, já que, por ser tradicionalmente utilizada ao término de um processo educativo, não dá chance ao educador para que ele corrija possíveis falhas de formação.

A utilização desse tipo de avaliação, dentro de um contexto coerente de aplicação, associada a outros tipos de avaliação, é necessária e garante que sejam estipuladas metas para serem atingidas pelos estudantes, o que pode servir, inclusive, como motivação para que os mesmos dediquem-se ao seus estudos, mesmo que não tenham ainda total consciência da sua importância.


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